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sábado, 20 de julho de 2013

I like your shoes

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Se ela estivesse usando salto, seria a moça mais elegante da região. Casaco marfim, blusa com modelagem moderna, porém elegante, calça com o corte certo e cabelo impecavelmente penteado, faziam com que chamasse a atenção de todos. Mas ela não estava de salto alto, estava de tênis vermelho. 
As pessoas não a entendiam, encaravam seus sapatos e ela apenas sorria.
Alguns dias depois, já em outro Estado, mas com o mesmo par de tênis vermelho, achou seu mais novo melhor amigo de infância. Um moço arrumado, jaqueta e calça social escura, mochila preta, cabelo milimetricamente aparado e tênis laranja fosforescente! Sorriu e disse mentalmente ao moço: - Oi. Eu não gosto muito da cor dos seus sapatos, mas eu gosto de você por causa deles. 
Até imaginou uma cena engraçadinha - os dois se casando, ajoelhados no altar, ela de vestido branco rendado, ele de smoking bem alinhado, ambos de All Star colorido. 
Ele desceu na estação seguinte, nem chegou a ver os calçados de Doroty moderna dela, mas ela ficou feliz em saber que por aí, em algum lugar, alguém vai entender.

sábado, 22 de junho de 2013

Carta de uma médica para a Dilma


Tudo que uma médica BRASILEIRA, que trabalha no interior, quer falar pra "Presidenta" hoje:

Dilma, deixa eu te falar uma coisa! Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto... Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão. Por que comprei? Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves. 
Você sabe o que é puxadinho? Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira? Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria? 
Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção. Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido. Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você. Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...
Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital? Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador? De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI? A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições. Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada! E você sabe bem disso. Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo... As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas... Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento! O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha! Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho? Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês! Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou! Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!

Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

The Light That Shines - A wonderful lesson

If you ask a guy to describe a great woman, he will list things like big breasts, soft skin, blue eyes and will give names like Megan Fox and Angelina. If you ask a woman to describe a great woman the answers will be like "working mom", "single mom" (and every mom), "that woman who wakes up at 5:00 am, goes to work, than goes to community college at night and still does the house chores around midnight". The names you will hear won´t be famous names. There will be a list of Annes, Lucies, Marias and Jennifers.  
I want to share with you a beautiful documentary about one of these unknown great women. It´s a sad and inspiring story about an amazing woman. It makes us think about the way we see our lives and ourselves. People complain so much about so little... Women starve and take antidepressant because they are not like a Victoria´s Angel when life is so much more than this.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Histórias do fim do mundo

Entre todas as renovações que estou querendo fazer, as visuais também se incluem. E lá fui eu pra clínica de estética de um bairro chique da grande São Paulo. A mocinha que iria me atender parecia uma boneca de porcelana - linda, fofa e delicada. Moça super discreta, me encantou ao não ficar puxando papo furado e ficar falando de novela. Enquanto ela fazia o trabalho dela - com silêncio e dedicação - eu pensava que havia encontrado meu mais novo lugar favorito. Já pensava em voltar outras vezes, quando de repente, aquela mesma mocinha que poderia ser colocada na estante para agradar os olhos das visitas, começa a cantar funk!!! OMG! Sério mesmo, flor? Sua mãe te criou para ser bailarina.... Triste, muito triste. Eis que surge a dúvida: procurar outro lugar ou comprar tampões de ouvido.

domingo, 5 de agosto de 2012

The first step of a new journey - A viagem que mudou tudo

Bondinho Pao de Acucar

Por onde começar... tá tudo tão confuso e ao mesmo tempo tão claro... 
Já escrevi aqui antes contando que abri mão de muita coisa pelo bem de terceiros e que começava a me questionar se ainda era válido ou não. Pois bem, outros fatos me mostraram que era hora de começar a correr atrás do que EU queria, de tudo o que larguei e nunca esqueci. Estabeleci algumas metas novas e estou trabalhando para alcançá-las. Lógico que tem muita lacuna, foram muitos anos de abnegação e agora tenho muito espaço em branco pra preencher.

Toda jornada começa com um pequeno passo e, cá entre nós, eu dei o meu em grande estilo. Com a decisão de mudança na cabeça e a alma sem poder aguentar mais, comprei passagens pro Rio de Janeiro - a cidade maravilhosa que conquistou meu coração.

No dia de partir acordei e o céu estava cinza, o ar gelado e uma chuvinha chata caia em São Paulo. Não me desanimou, muito pelo contrário, me deixou mais entusiasmada pra encontrar o Sol do RJ. Eu tinha uma mochila nas costas e uma ânsia de me afastar daqui. No caminho até o aeroporto eu sorri e senti algo que foi muito importante neste processo: orgulho de mim mesma. Para muitos era apenas mais uma viagem, para mim era o primeiro passo de um novo caminho. Eu fiz tudo sozinha e no momento que eu quis e precisei. Eu tive a coragem de fazer algo pelo MEU bem-estar. Pela primeira vez em anos eu esqueci os outros um pouco e fiz algo significante só pra mim. E como me fez bem...

Estava num lugar maravilhoso com pessoas maravilhosas e a viagem não poderia ser mais perfeita. Só poderia melhorar caso eu não tivesse que voltar. Eu achei minha segunda casa e, foi muito triste deixá-la. Essa viagem teve um significado especial  pra mim, foi uma renovação, foi um grande passo no meu crescimento pessoal, foi uma descoberta de mim mesma, foi uma amostra do futuro.
Durante 7 dias eu fui feliz como há muito tempo não era. Eu me aventurei, eu saí sem rumo, eu chorei, eu me apaixonei, eu aprendi e, principalmente, eu fui feliz e sorri.

Em palavras é muito difícil descrever a magnitude da importância desta viagem na minha vida. Ela me encheu de esperanças, iluminou meu horizonte e atiçou a chama da vida e da coragem, há muito tempo apagadas dentro de mim.

Essa viagem não teria a importância que teve se não fosse a combinação perfeita dos elementos  (pessoas+lugares+eventos+clima). A todos que participaram deste evento, meu muito obrigada. Vocês não sabem o quão importante foram.  Sempre serei grata a vocês. 

Com uma lágrima nos olhos e um sorriso no rosto eu me despedi do Rio, com a certeza de que tempos bons virão e, que, com certeza, nossa história não acabou.

See you soon.


sábado, 4 de agosto de 2012

Too much

 because some days not even my violin can make me forget about life...

Violin Girl

sexta-feira, 27 de julho de 2012

My favorite color

- What is your favorite color?
- I have four favorite colors. =)
- You can´t have four favorite colors!
- Yes, I can.
- No, you can´t.
- Yes, I can.
- No, you can´t.
(she said) - Yes, I can. Black, white, pink and olive green. (and she thought: - Ok, so, my favorite color is the color of your eyes)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Coisas de aluno

Ser professora é difícil. Ser professora e dar aula no sábado de manhã é mais difícil ainda, mas aí aparece uma aluna fofa e muda tudo... =)
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Being a teacher is hard. Being a teacher on Saturday is even harder, but then you have a cute student that changes everything.


Toblerone 400g



 Chocolate is the new apple.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

I should be studying – lost dreams (Parte I)

Banksy 
                                                         Banksy

Neste exato momento, eu deveria estar estudando. No próximo domingo, as oito da matina, vou fazer uma prova de um concurso. Que bacana, né? Tudo o que eu queria: madrugar num domingo gelado (a moça do tempo falou algo em torno de 10ºC) pra fazer prova. Estou animada? Nem um pouco. Eu quero passar nesse concurso? Sinceramente, não sei. Eu gosto do cargo? Mais ou menos. Por que eu estou fazendo isso então? Porque por hora, é o que tem. Porque eu tive que, de uma hora pra outra, mudar todo o planejamento. Porque eu tive que esvaziar as malas, guardar os mapas e empacotar os sonhos. Porque eu tive que retraçar a rota sem saber pra onde ir...
Alguns dizem que não devemos mudar nossa vida por conta de outras pessoas, mas quem vive no mundo real sabe que nem sempre é tão simples assim. Eu tenho me privado de muitas coisas há um bom tempo, mas eu sempre tentava dar um jeito e acreditava que seria possível conciliar tudo. Ledo engano, eu vi que ou vou pela esquerda ou pela direita, ou eu cuidava de mim ou dos outros.
Você teria coragem de abandonar alguém que depende de você? Eu não tive...  Me conformei em levar uma vida pacata abrindo mão de praticamente tudo que me interessa para que algumas pessoas fiquem bem. Pelo bem estar de terceiros eu abri mão de viagens, relacionamentos, empregos, amigos, diversão, estudos, e, sanidade. Até que não me incomodava. Lógico, às vezes eu queria mais, mas me contentava com meus sonhos. Não me arrependo das minhas escolhas, mas começo a me questionar até que ponto é válido. Eu pensei ter feito a escolha certa e era feliz por isso, só essa certeza já me bastava. Uma coisa é não ter reconhecimento, outra totalmente diferente é ser destratado. A falta de reconhecimento magoa, mas o destrato machuca.
Neste exato momento me sinto vazia. Não tenho mais sonhos, não tenho esperança, não tenho mais fé, não acredito em mais nada. Antes eu imaginava coisas bacanas pra fazer, agora eu sou como um pedaço de papel em branco em uma mesa bagunçada qualquer. A diferença é que eu me questiono agora se teria coragem de fazer o que não fiz antes.

domingo, 5 de junho de 2011

Esquecendo o inesquecível - O depois de uma separação

(Post dedicado à moça desconhecida do outro lado do telefone)

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"Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
Mário Quintana

Ontem recebi um telefonema e do outro lado da linha estava Meu Amigo Querido e uma amiga dele (doravante denominada Flame). M.A.Q. intercalava conversas comigo e com Flame, até comentar de uma foto que ele queria jogar fora. Perguntei do que se tratava e ele me contou que Flame estava passando por um período de esquecimento. Ai eu falei pra jogar a foto fora, pra queimar, e minha ideia foi bem aceita. Tão bem aceita que começaram a fazer várias perguntas e a seguir exatamente tudo o que eu dizia, como se eu descrevesse algum ritual. O processo foi chamado de Ritual do Fogo. Acompanhei tudo à distância (viva voz rulez), uma folha de jornal que não queimava de jeito nenhum, uma foto que virou cinzas exceto o pequeno pedaço que mostrava os rostos unidos do ex casal, pessoas com medo de respirar a fumaça e ficar apaixonada pelo ex da moça e um "Obrigada, estou me sentindo melhor" ao final da ligação.

Não sei se é a Lua, mas ultimamente tenho consolado até que muitas pessoas que terminaram relacionamentos. Tirando as especificidades de cada relação (e términos), há sempre um ponto em comum: as pessoas acabam se afundando mais na ânsia de esquecer. Muitas vezes pensam mais na pessoa (não) amada agora do que antes e acabam multiplicando a dor. Sofrem pelo fato e sofrem por sofrerem. Lembram pra esquecer, e olhando aqui de fora não tem muito sentido, né? Ok, não se pode racionalizar os sentimentos, mas é que eu lido com términos de uma maneira tão mais simples... Acredito que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opicional.

Acredito que a Dor, além de inevitável, é necessária. Só apreciamos o doce porque conhecemos o amargo. A Dor tem seu lado positivo, ela nos impulsiona a realizar mudanças. Tirando todo o sofrimento, eu acho o fim de um relacionamento algo fantástico. É um novo recomeço, uma nova chance. Uma página em branco que podemos preencher da maneira que quisermos. Nesta fase temos a chance de adquirir novos hábitos, de conhecer novos amigos, de visitar novos lugares. Fazemos o que queremos sem termos que nos podar por conta de alguém. É um tempo maravilhoso para nos apreciarmos, nos mimarmos e, principalmente, para nos renovarmos.

Rasguem todas as fotos, queimem as cartas e deletem os e-mails. Uma catarse é mais do que necessária, do mais, deixem os sentimentos fluírem e uma hora tudo o que vai restar são lembranças vagas e serenas de algo que ficou em outra página.

rainbow

Para todos que terminaram um relacionamento recentemente eu desejo sorte e espero que aproveitem este momento de renovação.

Beijitos

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rancor balzaquiano

Ultimamente tenho lido muitos blogs de garotas balzaquianas ou que estão quase lá (assim como eu). Leio porque a maioria dos textos é divertida e é reconfortante saber que não sou a única com algumas crises que às vezes eu acho que é até neurose. Eu tenho 27 (mas todo mundo fala que eu aparento ter 21 ou 22 no máximo) e nessa idade surgem algumas encanações, acho que estou velha de mais pra algumas coisas, mas nova ainda pra outras. 
Nessa idade eu já não tinha que ter tudo definido? Não estou meio velha pra mudar de profissão de novo? Algumas meninas que estudaram comigo no colégio estão casadas e/ou com filhos, mas eu me acho tão nova pra isso ainda... Adoro coisas rosas (vide celulares, mp3, roupas, bolsas, etc), mas não estou meio velha pra isso? Normalmente passo meus finais de semana à base de café, conversas com minha Amiga e experiências culinárias. Mil vezes abrir um livro de receitas que ir pra balada barulhenta cheia de gente inconveniente falando coisas inúteis, mas eu não estou nova pra isso? Esta é apenas uma amostra das encanações pré-balzaquianas. 
Uma coisa que eu reparei e que não quero pra mim de jeito nenhum em nenhuma época da minha vida, ainda mais agora, tão nova, é o rancor. Parece que este sentimento impera entre as garotas solteiras (ah sim, eu sou solteira). Em praticamente todos os textos que eu li por aí, quando se tratava de homem, a mulherada expressava um rancor absurdo. Falam mal até a última geração e normalmente saem como santas, mas o leitor mais atento vai perceber que há um pouco de exagero no que foi escrito. Ok, tem muito homem cafajeste por aí e não importa o quão boa sejamos, eles continuam a na valer o chão que pisam. No entanto, acho que muitas vezes nos decepcionamos com nós mesmas, há uma frustração pelas nossas expectativas não terem se concretizado. Outra coisa que acontece é que a mulherada está desesperada pra arranjar alguém e acaba querendo transformar qualquer sapo em príncipe. Sou tão desencanada quanto à ficar solteira, que acho que por isso não me decepciono tanto. Lógico, também tive minhas desilusões e não sou guru do amor (afinal de contas to solteira, né). Que atire a primeira pedra a mulher que nunca se iludiu, que nunca ficou cega de amor ou nunca ouviu uma desculpa esfarrapada. Mas sabe, acho que com o tempo a gente começa a reconhecer e aceitar os próprios erros, a ver o lado bom das experiências e, principalmente, selecionar melhor o destinatário das SMS de bom dia.
Enfim, o que eu queria dizer mesmo? Ah, é que eu não quero ser uma balzaquiana rancorosa. Como dito no post anterior, rancor dá rugas e não foi nutrindo rancor por gente do passado com quem eu nem tenho mais contato que eu consegui chegar aos 27 com cara de 21.

Beijitos

domingo, 15 de maio de 2011

Saudações à mal amada (ou, Rancor dá rugas)

Hoje descobri algo muito triste. Triste não por mim, mas por outra pessoa. Me dá pena gente assim...

A história é bagunçada, mas lá vai: um Ex meu pediu autorização de amizade no Face pra uma Amiga minha, afinal de contas ela estava saindo com o Irmão dele. Minha Amiga aceitou e logo em seguida a ex do meu Ex (aqui chamada de Mal Amada, ou, simplesmente MA), que nem está na lista de amigos dele, mas fica de butuca, enviou uma mensagem muito da mal criada pra minha Amiga, xingando-a de tudo quanto é nome só porque adicionou o Ex dela. Quando minha Amiga me contou achei um absurdo, mas nada surpreendente, pois eu lembrava da MA como sendo um monstrinho mesmo, ninguém gostava dela, os mais chegados do EX fingiam que a aturavam. Enfim, cada um age de acordo com a educação que recebeu. Acontece que hoje a Amiga me falou que na mensagem da MA ela disse “só podia ser amiga da Cris”, eu comecei a rir e não pude evitar escrever sobre isso.

Detalhes não ditos antes: eu NUNCA conversei com a MA, nós só trocamos “Oi” quando nos encontramos em reuniões de amigos. Isso aconteceu 3 ou 4 vezes. Eu não sei o que o Ex falou pra ela, mas desde a primeira vez que ela me viu, torceu o nariz.

O tempo passou, eu perdi contato com o povo, sumi por uns anos e hoje descubro que alguém de quem eu nem lembrava da existência e o qual não sabe nada a meu respeito, nutre um rancor de mim. Estou na cabeça e no coração da MA, algo como um amor platônico. Ela largou o Ex, mas não esqueceu de mim, não é tocante?

Gente, me explica, porque eu nunca entendi esse povo que perde tempo com o que não gosta. Lembram do Orkut? Tinha um monte de comunidade do tipo “Eu detesto refrigerante”, “Não suporto o cantor X” e eu não me conformava com a quantidade de pessoas que ficava falando do que não gosta. Se eu não curto alguma coisa, porque eu vou perder meu tempo falando e pensando nisso??? Eu vou é usar meu tempo com o que eu gosto.

Gente, rancor não leva a nada, só dá rugas, o que é comprovado no rosto da MA, que é novinha mas tem cara de velha.

Eu não tenho inimigos e eu não odeio ninguém (eu posso chegar a te odiar, mas não pra todo sempre), porque acredito que negatividade gera negatividade e eu só quero coisas boas na minha vida.

MA, se você quiser parar de besteira (afinal, você não tem mais 12 anos) e se me encontrar na rua qualquer dia, sinceramente, pode me cumprimentar como se nada tivesse acontecido e me chamar pra um café. Eu não ligo e não nutro pensamentos negativos relacionados a você. Vivemos no mesmo mundo, e parodiando O Teatro Mágico, “por que é que não se junta tudo numa coisa só?”

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O PREÇO DA VAIDADE

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Quanto você pegaria por um produto “quase” exclusivo? Algo que saiu de linha e é bem bacana, mas nada revolucionário. Algo que não vai durar pra sempre porque desgasta com o uso e, apesar de durar bastante se bem conservado, tem validade e estraga.

No caso estamos falando de um esmalte. Quanto você pagaria por um vidrinho de esmalte com a descrição acima? 30 reais? 50? Que tal 150 dólares??? Pois é, o tal esmalte é o Clarins 230. O fabricante descontinuou a produção afirmando que o pigmento utilizado não existe mais. Só é possível achar em lugares como o E-bay, onde o preço alcança U$149,99 e tem mulher comprando.

Ok, eu adoraria ter um, é como ter um arco-íris num vidrinho (as menina lá de fora apelidaram-no de unicorn pee), mas “pera” lá. Meio salário mínimo em um simples esmalte que nem hipoalergênico é? Será que vale a pena? Eu acho meio irracional, mas isso sou eu, sei lá...

Qual o preço da SUA vaidade? (em se tratando de esmalte, o meu é no máximo 5 reais :p)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre a situação da barriga da baleia

A cada dia que passa eu me entristeço mais e mais com o mundo.
Alguma coisa não está muito certa. Vejo gente despreparada fazendo um trabalho meia boca e sendo venerada. Vejo gente incompetente em cargos de confiança. Vejo pensadores tendo que acatar decisões ignorantes. Isto não está certo.
Eu estudei, eu me preparei, eu sei. Por que não sou eu quem está lá?
Pessoas claramente desqualificadas são aplaudidas e aclamadas. Isto não está certo.
Talvez as pessoas estejam tão acostumadas com coisa ruim que já nem sabem o que é bom. Isto também não está certo...

Apenas um desabafo de uma pessoa inconformada...

O título deste post foi uma das baboseiras que ouvi numa rádio por aí...


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pra não dizer que não falei das flores

Yeay!!!!! Férias.
As tão sonhadas, amadas e esperadas férias... Ok, amanhã eu ainda tenho uma burocracia na faculdade, ou motim, sei lá (se alguém ver na TV que alguns alunos revoltados botaram fogo em uma universidade de São Paulo, podem ter certeza que eu estarei lá no meio). Tirando isso, eu "tô" de férias, e nas férias eu me dou o luxo de usar gírias e abreviações. :p
Na verdade não só eu, mas o Brasil todo 'tá' meio de férias, mas a maioria do povo não está tão feliz quanto eu. Mais uma vez o país para por conta da Copa. E eu estou me divertindo com os joguinhos mequetrefes, quem sabe assim o povo para de ser besta e perder tempo com isso. Onde já se viu, fechar bancos e comércios por causa de um jogo meia boca lá do outro lado do mundo? Aff! Melhor nem comentar.
Não, eu não assisti aos jogos. Só uns 3 ou 4 minutinhos do primeiro jogo. Dei umas risadas e mudei de canal (cable rulez!). Alguém me perguntou outro dia se eu iria assistir ao jogo, "Mas nem se fosse no quintal da minha casa!!!" foi a minha resposta. :p
Ai ai... férias. Nem acredito. Preciso arranjar algo pra fazer, porque por mais que eu ame dormir, se eu passar um mês de pijama na horizontal, eu fico neurótica e não me sinto de férias.
Alguma sugestão? Amanhã após o motim eu combinei um dia à francesa com um amigo. Vamos ver se dá certo. De qualquer forma, estou de volta (blog baby, blog!).
Beijitos e boa noite

terça-feira, 11 de maio de 2010

Desvanecendo... (Saudades do que não existiu)

Hoje descobri algo muito triste: estou perdendo meu sotaque... (*tear*)
Pois é, aquele sotaque que eu nem sabia que existia e que todo mundo jurava de pé junto que eu tinha está sumindo.
Triste né? Eu nem lembrava mais que ele "existia" (está entre aspas poque eu continuo achando que ele nunca existiu), mas ele era meu. Era parte de mim, mas está se desvanecendo... Eu estou sumindo e nem sei...
Saudades do meu sotaque...
Isso me faz pensar um pouquinho mais além. Quantas vezes só percebemos uma coisa, só lhe damos valor na hora que a perdemos? Que atire a primeira pedra quem nunca pensou algo como "Eu poderia ter aproveitado um pouco mais." ou "Eu devia ter dado mais atenção pra el@".
Sem me alongar muito (tempo, tempo, sempre a falta de tempo): Carpe Diem!
Beijitos e boa semana.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Só não pisem no meu calo...

Saiu no Estado de S. Paulo hoje.

Um assistente do papa Bento XVI visitou na semana passada a mulher que derrubou o pontífice na Missa do Galo. O reverendo Federico Lombardi disse que Bento XVI pediu que o auxiliar visitasse Susanna Maiolo, de 25 anos, que passa por tratamento psiquiátrico, para mostrar a "benevolência do papa". Mas Lombardi não comentou se o papa a perdoou.
Como assim??? O perdão não é um dos preceitos da Igreja Católica? O papa tá rancoroso agora?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

(sem) Resoluções de ano novo

Comprei um presente pra minha irmã e ele está aqui ao lado do computador. Todo dia o vejo, mas só agora que me dei conta: falta menos de uma semana pro Natal.
Quem me conhece sabe que eu detesto Natal, esta época de hipocrisia e consumismo desenfreado. Eu não sou religiosa, então não devo comemorar. Adoro dar presentes, mas prefiro dá-los sem uma data marcada, totalmente fora de época.
Pois bem, de qualquer forma, tenho que me render a algumas convenções sociais, uma delas é comprar presentes pros familiares (entende-se por familiares pai, mãe e irmã mais velha). Outra convenção que sou adepta, por vontade própria, é fazer balanço do que passou e planos para o futuro, metas a serem cumpridas até o próximo Natal. E foi que eu me dei conta, que até agora não fiz nada, e provavelmente não farei. Não embrulhei o presente da minha irmã, não fiz retrospectiva, não escrevi cartinha pro Papai Noel nem fiz planos pro ano que vem.
Não fiquei triste como eu sempre fico todo final de ano e isso é bem bacana. Esse ano termina com um saldo positivo, apesar dos probleminhas, eu até que me saí bem.
Pra não falar que não fiz resolução nenhuma, ontem a noite, conversando com minha amiga justamente sobre não fazer resolução (ela também não fez), fiz uma: arranjar um noivo bonito, mais alto do que eu, decidido e que tenha um irmão, um primo ou grande amigo com as mesmas características. Ah, e antes das 14:00 do dia 05 de janeiro.

Jingle Bells pra vocês. Depois eu mostro meus presentes.
ah, em tempo: tem aluno por aí que nunca mais vai plagiar trabalho (*risada de bruxa*)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Frostfree

E eu sumi... Por 3 anos eu me desintegrei e foi quase impossível me achar. Eu mesma não me achei...
Mas agora estou de volta. É meio estranho. É como se eu estivesse congelada por todo este tempo e agora eu fui descongelada e preciso me ajustar. A vida seguiu seu curso, e eu permaneci imóvel.
Alguns nem notaram, outros realmente sentiram minha falta. É legal saber que eu não fiquei totalmente esquecida como um nome de rua.
Eu tenho a sorte de saber que algumas amizades são para sempre, que existem algumas pessoas que gostam tanto de você que simplesmente não ligam por onde você andou ou por quanto tempo esteve fora. Elas ficam felizes pelo simples fato de você estar lá e os bons sentimentos continuam os mesmos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sobre livros e pés ou Pé de pato

Na última sexta-feira, após o expediente, saí para comprar um livro de presente para meu pai (De Cuba, com carinho; da blogueira Yoani Sánchez - é desesperador ler sobre a vida dos cubanos).
Estava perto da estante de lançamentos quando fui abordada por um homem, completamente freaky. Uma cara e uma gesticulação de lunático que só vendo pra crer. Ele me perguntou se eu já iria embora ou se ficaria na loja por mais tempo. Achei muito esquisito e perguntei porque. Ele disse que fotografava e era apaixonado por pés, e queria me pedir para fotografar os meus. Balancei a cabeça negativamente e disse Obrigada. Virei as costas e saí andando. Ele perguntou se eu era tímida e como viu que não dei bola, agradeceu também e saiu, meio sem graça.
Fiquei ainda um bom tempo passeando pela loja quando me deparei com o mesmo sujeito novamente. Desci as escadas e fui logo pro caixa. Era hora de ir embora.
Olhei para o lado da avenida no qual teria que seguir e estava tudo parado. Acho até que alguns carros estavam desligados. Resolvi ir a pé até onde faria a conexão com outro ônibus. Uma garoa fininha começou a cair. O ar estava incrivelmente quente e as gotinhas frias me agradaram. Olhei pra cima, sorri e fui andando calmamente, feliz da vida. As pessoas andavam apressadas, abriam seus guarda-chuvas e maldiziam minhas amigas gotinhas. De repente... CABUM!!! Vieram todas de uma vez. Não tive outra escolha, senão me abrigar para pegar meu guarda-chuva amarelo.
Pensei em ficar lá mais um tempo, mas já estava ficando tarde e pensei no trânsito que teria que enfrentar. E se alagasse algum ponto da cidade? Não dá mais pra brincar com chuva em São Paulo. Mudei meu destino para o ponto mais próximo e fui. O grande problema era o meu sapato. Estava usando uma sapatilha de plástico, na qual a água que entrava não tinha como sair, transformando meus calçados em pequenas piscinas brancas. Meu pé ficava flutuando e a cada passo minha sapatilha quase saía do pé.
Estava perto do meu destino, faltava cerca de 200m. Fui atravessar a rua e senti algo estranho. Olhei pra baixo e estava descalça. Olhei pra trás e vi minha sapatilha no meio da faixa de pedestres, reluzindo com a luz dos faróis. Daria uma bela foto, confesso. Minha sorte é que eu sempre espero o bonequinho verde para poder atravessar, então deu tempo de voltar e pegá-la. Eu acho que foi praga do lunático que queria fotografar meu pé. De qualquer forma, não tive dúvidas. Passei a tarde de Sábado comprando sapatos de tecido.